quinta-feira, 28 de junho de 2012
É muito difícil estar aqui de novo, pra escrever mais um texto, que acho que não nos levará a lugar nenhum, porque você não acreditará nesses palavras... Mas, eu vim.
Vim pra dizer que estou tão cansada de você. Desse seu jeito, e do meu. Cansada de ser tão chata, de cobrar tanto, e de encher tanto seu saco. Mas estou cansada das suas ironias, da falta de importância, da sua falta de compreensão, do seu egoísmo, e da falta de amor. Porque quem ama, não faz isso. Eu tenho uma visão tão diferente de amor. Porque eu amei, e eu amei tanto. E eu te amava ao ponto de fazer qualquer coisa por nós, pra gente ficar junto. E quando eu te amava assim, por mais que a gente brigasse, eu era incapaz de dizer alguma coisa que fosse te machucar de verdade, jamais te humilharia, jamais faria algo doer em você. Mas você, você sempre fez doer em mim, e nunca se importou. Você me vê ai, chorando pelos cantos, e nessas horas, você devia me abraçar e me fazer parar de chorar. E o que você faz? Simplesmente abaixa a cabeça, demonstrando cansaço e falta de paciência. E aí dói em dobre quando você faz isso. E eu me esgotei, minha paciência e meu amor explodiram e evaporaram. Eu não tenho mais esperança em nós. Não tenho mais vontades. Não tenho mais nada. Eu ainda te amo, mas eu não sei explicar esse amor. É um amor que tanto faz você estar aqui ou lá. É um amor que é meu, que vou guardar como já estou guardando ha muito tempo. Porque estando juntos ou não, não esta fazendo diferença. Você nunca esta pra mim. E eu não consigo mais estar pra você. E se eu ainda reclamo quando você não vem, é por puro costume. Ta doendo dizer isso, porque as vezes eu leio, e não parece verdade, não parece que sou eu escrevendo, não parece aquela Verônica apaixonada de sempre, que faz tudo pelo João, e que chora horrores quando algo dá errado. Mas essa Verônica aí realmente sumiu. Você a matou João, porque? Eu sinto saudade de amar daquele jeito. Saudade do frio na barriga, do entusiasmo, da ansiedade. Saudade do meu coração disparar e eu ficar nervosa quando o telefone toca. Saudade de receber mensagens. Saudade de me sentir amada, que ha muito, mas muito tempo mesmo, eu não me sinto. E eu suportei. Ainda assim, eu suportei e continuei amando sozinha. Pra que? Nós não temos mais salvação. Mas eu ainda te amo, mais que tudo. Mas não vale mais a pena desperdiçar tanto amor...
Eu sei que cobrei muito de você, que fui chata, e desencantadora durante todo o tempo. Sei que me tornei feia, deslechada, e acomodada. Mas eu não queria muito. Eu só queria o seu amor.
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